sábado, 23 de dezembro de 2017

Uma vez me disseram não pare nunca de sonhar


Aos 12 anos escutei pela primeira vez uma música da maior ídola da minha vida que dizia "no pares nunca de soñar". Durante toda a adolescência essa música foi meu mantra, minha inspiração, meu lema de vida. A mensagem que ela traz fala sobre acreditar nos seus sonhos e lutar por eles, independente de quantos obstáculos você encontra no caminho. Prometi a mim mesma, na época, que nunca iria parar de sonhar, e cresci acreditando no poder que tinha esse mantra. E, felizmente, carrego comigo uma lista grande de sonhos que já foram realizados, ou melhor, conquistados.

Mas aí a vida acontece, né. A gente vira adulto, assume responsabilidades, e vai sobrevivendo dia após dia, sendo empurrado pelo grande, difícil e desnorteante fluxo. Até que chega um momento em que paramos, olhamos o caminho pelo qual estamos indo e nos questionamos: "Em que momento exato da minha vida eu escolhi isto aqui? Eu sonhei ou desejei realizar isto?". É bem duro. Alguns anos atrás ouvi um amigo um pouco mais velho me dizer esta frase, e lembro de ter colado um importante post it dentro da minha cabeça: "Você não pode chegar nessa situação. Tenha certeza de que sua vida vai percorrer exatamente o caminho que você escolher, aquele que você sonhou". Hoje me encontro no mesmo dilema que meu amigo estava na época, e me perguntando como foi que, mesmo sendo avisada de que isso poderia acontecer, eu não percebi quando foi acontecendo.

No ritmo intenso da vida fui sendo empurrada a algo, e automaticamente me distanciando cada dia mais dos meus sonhos. Cheguei a acreditar que eles eram quase que impossíveis de realizar, e assim fui me contentando com planos B, C, D... até chegar ao ponto de me confundir, olhar para o fim do caminho que eu estava percorrendo e achar que aquilo era meu sonho, o maior desejo que eu tinha em minha vida. Mas não era, nunca foi. Passei anos desejando desesperadamente e batalhando para realizar um sonho que na verdade nunca tinha sido meu. Meu sonho verdadeiro continuava guardado em meu coração com a tarjeta de "impossível de realizar". Me tornei uma adulta que divergia daquilo que eu mais acreditava na adolescência.

Dar-me conta disso foi um processo doloroso, um grande baque. Está sendo. Precisei me voltar para dentro, me olhar no espelho pelo avesso e tentar memorar quem sou, o que gosto, o que quero, quais são, afinal, os meus sonhos. Deixar que aquela música chiclete, que aquela menina de 12 anos ouvia sem parar, me lembre a melhor parte de mim. Recordar essa letra, essa melodia, essa voz que me faz acreditar que sou capaz de qualquer coisa. Eu nasci pra voar - uma pessoa muito especial me lembrou disso hoje. E esta música que escuto há tanto tempo diz que devemos colocar as asas contra o vento sem ter medo de voar.

Certa vez vi uma blogueira escrever que é preciso ter muita coragem e ousadia para viver o próprio sonho. Vou, então, em busca da coragem necessária para largar tudo, desistir do caminho que já trilhei até aqui, e pegar um novo destino - dessa vez, em direção àquela placa neon brilhante cor-de-rosa onde está escrita a palavra "dreams".

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