sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Liberdade condicional


Esta semana cheguei bem perto de te perder. Senti meu coração ficar em pedacinhos, e depois se recompor quando ouvi tua voz ao telefone dizendo que não pode viver se mim. Desde então o meu modo de enxergar o mundo mudou. Percebo melhor as coisas, aquelas pequenas que às vezes nos passam despercebidas. Parece que o teu toque foi amplificado na minha pele, deixando uma leve corrente elétrica pulsando por todo o meu corpo a cada contato, fazendo com que eu tenha cada vez mais necessidade dos teus beijos e carícias. Cada vez mais necessidade de ti.

Tento não me render a isto, tento preservar o pouco de amor próprio que me resta, mas é tão difícil quando seus olhos me capturam, me sequestram. Dizem que tenho os olhos de ressaca de Capitu, porém são os teus olhos que fazem eu me tornar prisioneira. E eu me declaro culpada do crime de te amar de mais. Aceito a pena que o jure me der, e confesso que meus dedos estão cruzados, na esperança de que seja perpétua. Não quero provar nunca mais dessa tal de liberdade condicional.

(texto escrito em 2013)

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