quinta-feira, 30 de maio de 2013

Show de Dado Villa-Lobos

Oi gente. Desculpa pela ausência... Minhas férias acabaram e eu demorei as duas primeiras semanas de aula para conseguir organizar meu horário e arrumar tempo, entre as milhões de apostilas para ler, de levar o blog adiante. Mas eu não pretendo parar, não dessa vez. Enfim, há duas semanas atrás fui a um show de Dado Villa-Lobos (ex-guitarrista de Legião Urbana) e estava tentando arrumar tempo para fazer este post para vocês.

Foto: Diário de Pernambuco

O show aconteceu no dia 18 de maio no "Festival Pernambuco Nação Cultural" em Caruaru (cidade onde meus pais moram). Quando fiquei sabendo eu quase pirei, pois cresci ouvindo Legião Urbana e há poucas semanas havia me emocionado bastante assistindo o filme Somos Tão Jovens. Então, ir a um show e um ex integrante desta banda que marcou minha vida era tipo um sonho. Confesso que eu nem se quer sabia que ele cantava e muito menos estava fazendo carreira solo, mas mesmo assim me juntei com meu namorado e mais alguns amigos e fomos na esperança de ver Dado cantar algumas músicas de Renato Russo. Eu não conhecia nenhuma música solo do próprio Dado e achei que passaria o show inteiro ansiosa para ouvir uma música conhecida. Mas não foi assim.

As músicas de Dado são muito boas! A batida, as letras... e a voz dele também é muito boa. Eu gostei de verdade da maioria das músicas solo dele, e voltei pra casa fazendo lembretes a mim mesma de baixar o novo CD dele. Ele iniciou com umas músicas de rock muito animadas, e na metade do show começou a mesclar com algumas mais calmas em estilo MPB. O show foi muito agradável, e por mais que ninguém conhecesse as músicas dele todos estavam curtindo bastante.

E é claro que ele cantou as tão esperadas canções de Legião Urbana. Eu esperava aquelas clássicas, como Que Pais É Esse, Será, ou Eduardo e Mônica. Mas não, ele fugiu totalmente do óbvio e cantou músicas menos conhecidas, nenhum clichê. E eu adorei. Teve Teatro dos Vampiros, Giz, Ainda é Cedo, Eu Sei... Não lembro de todas. E o final do show foi com Índios e Geração Coca Cola em um ritmo de balada que acreditem, ficou muito boa. Cantou também uma música muito antiga de Capital Inicial que eu não conhecia - e me senti super poser por isso, afinal, adoro Capital. - Pulei, gritei, chorei, fiquei rouca... E eu não fui a única. Ao meu redor via pessoas pulando e cantando empolgadas. Pessoas jovens como eu, que provavelmente nunca tiveram a oportunidade de ver um show de Renato Russo. E enquanto eu via Dado no palco só conseguia pensar "esse cara esteve perto da lenda chamada Renato Russo, e agora eu estou pertinho dele". Foi emocionante de mais pensar isso. E acredito que não só pra mim, pois tinha uma menina atrás de mim com uma blusa da legião urbana que chorou em todas as músicas desta banda imortal.

Renato Russo é para mim uma lenda, eu o admiro de mais desde quando meu pai me fazia escutar suas músicas nos meus, sei lá, 7 anos de idade. Foi emocionante de mais finalmente estar ouvindo aquelas músicas ao vivo. E agora passei a admirar também Dado. Eu não o conhecia bem, não conhecia seu trabalho, mas agora que passei a conhecer estou totalmente fascinada, e feliz porque isso me mostra que ainda há esperanças para o rock brasileiro. E eu achei Dado beeeeem enxuto, sabe? Achei que ele estaria mais velho e acabado, mas não, ainda está gatíssimo. E dançou pra caramba no palco.

Esta foto foi tirada por meu amigo Adriano Silva que estava no show comigo
E como sei que pouquíssimas pessoas conhecem o trabalho solo dele e eu gostei tanto, vim aqui ajudar a divulgar. Quem gosta das músicas de Legião Urbana com certeza vai gostar das músicas dele também. Quem se interessar a assistir os vídeos por favor comentem o que acharam do trabalho dele.





(a música que eu achei mais linda)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Psicologia: Cadeiras do primeiro período








Nesse post eu resolvi falar um pouco sobre cada cadeira que eu estudei durante estes 5 meses do meu primeiro período. Cada faculdade possui uma grade curricular diferente, aonde vemos cadeiras diferentes, e às vezes cadeiras iguais mas com nomes diferentes. Essas cadeiras que falarei agora são do perfil curricular do curso de Psicologia da UFPE. Um detalhe importante é que o curso sofreu uma reforma curricular, então quem entrar no curso no próximo período não irá mais pagar as mesmas cadeiras que eu paguei.
Ao todo eu peguei 7 cadeiras, 6 obrigatórias e 1 eletiva para aqueles que desejavam fazer a mudança curricular no período seguinte (é o meu caso). Vou listá-las a baixo e falar um pouquinho sobre cada uma e o que eu estudei nelas. É interessante para quem pensa em cursar psicologia saber as cadeiras que o curso tem, para poder saber se você vai se identificar com o curso, se será algo que você terá interesse de estudar.

Introdução à psicologia
Esta cadeira possui um nome autoexplicativo. Nela nós temos uma introdução geral aos temas abordados no curso. Primeiro estudamos um pouco da história da psicologia, como surgiu e etc, depois estudamos sobre as várias abordagens diferentes, como por exemplo psicanálise ou behaviourismo. Estudamos também processos básicos de todo ser humano, como a aprendizagem, emoção, linguagem, consciência, bases fisiológicas, etc. Mas vale lembrar que não nos aprofundamos verdadeiramente em nenhum desses assuntos, apenas temos uma vista superficial do que vamos ver durante o decorrer do curso.

Introdução à filosofia
Nesta cadeira nós estudamos um pouco do legado que nos foi deixado por vários filósofos, sejam antigos como Sócrates ou contemporâneos como Foucault. Alguns dos filósofos que o professor nos apresentou ainda estão vivos! Ele separou para a gente apenas aqueles filósofos mais importantes para a psicologia, aqueles em que os estudos psicológicos são baseados. Eu particularmente gostei bastante da cadeira.

Fundamentos da sociologia
Nela nós estudamos um pouco da história da sociologia, os principais sociólogos e o que eles diziam (Comte, Durkheim, Marx e Weber), além de claro aprender a olhar para a sociedade de um modo geral, e entender que muitas vezes o problema psicológico daquele paciente não está dentro dele numa batalha entre o id e o superego, mas sim no mundo social que está exercendo muita pressão sobre ele. É uma cadeira bastante interessante.

Genética humana
Em genética nós fizemos uma revisão de tudo aquilo que estudamos no ensino médio, cromossomos, genes, transcrição, leis de Mendel, blá blá blá. O interessante era que entre um assunto e outro a professora nos mostrava textos e vídeos interessantíssimos que faziam ligação da genética com a psicologia, e já no finalzinho da cadeira ela nos apresentou a uma área da genética que não é abordada no ensino médio: genética do comportamento.

Neuroanatomia
Esta é a cadeira mais temida por todos que iniciam o curso. Nela nós temos que estudar o sistema nervoso humano, e decorar todos os nomes de todas as estruturas. Sabem todos aqueles buraquinhos que têm no cérebro? Pois bem, cada buraquinho daquele possui um nome e eu fui obrigada a decorar tudo. No começo é muito difícil e pesado, mas depois de um tempo você pega a manhã e começa a decorar com muito mais facilidade. O mais legal dessa cadeira (para alguns) é que nós temos aulas práticas, e estudamos com cérebros de verdade. Emocionante!

Psicologia Genética de Jean Piaget
Esta cadeira é inteiramente dedicada aos estudos de Jean Piaget, que é um dos mais importantes nomes na psicologia e foi quem estudou mais a fundo o processo humano da formação do conhecimento. Ele observava as crianças e fazia nota de como elas adquiriam conhecimento, como por exemplo, como elas passavam a entender que gatos e cachorros são animais. Nessa cadeira nós vimos a fundo os estudos de Piaget nas crianças, suas conclusões sobre o processo de construção do conhecimento e também aprendemos a aplicar o método clínico piagetiano, que avalia em qual estágio de desenvolvimento a criança está.

Psicologia diferencial
Posso dizer que esta foi a cadeira mais divertida do período. Ela tem equivalência em outras universidades à cadeira de Controvérsias da psicologia. Ou seja, nela nós estudamos os assuntos que até hoje ainda geram muita controvérsia dentro da psicologia. O tema inicial era sobre por que as pessoas são diferentes. Depois entramos em temas mais profundos e complicados como Inato x Adquirido, se nós nascemos homens e mulheres ou se nos tornamos homens e mulheres, ou se a orientação sexual é passível de mudanças. O legal é que a cada tema a professora fazia um debate em sala, e nós tínhamos que separar argumentos e ir para a bancada defender o grupo em que estávamos perante juízes e uma plateia. Foi sem dúvidas uma experiência muito boa, principalmente para as pessoas tímidas que precisam aprender a deixar a vergonha de lado para apresentar trabalhos acadêmicos.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Da janela do ônibus





A estrada passava pela minha vista como um borrão enquanto eu olhava a chuva cair e bater na janela do ônibus que estava me levanto até a cidade onde cresci para visitar meu namorado. É uma cidadezinha pequena e de interior, mas me trás muitas saudades. Neste momento eu tento lembrar de todas as músicas que conheço e falam de chuva. Não consigo olhar pela janela de um ônibus sem me imaginar em um filme, e sem tocar a trilha sonora na minha mente. Faziam apenas três semanas que eu havia estado ali, mas pareciam anos. Era engraçado. Eu estava andando pela mesma estrada que eu cruzei todos os dias durante os cinco últimos anos do meu ensino fundamental. Eu conhecia aquela estrada como se fosse o corredor da minha casa, e até a última vez que eu havia passado ali tudo parecia exatamente igual, cada casa, cada árvore, cada placa, tudo. Porém, naquela vez foi diferente. A estrada parecia desconhecia, o caminho parecia diferente. Eu não lembrava daquela casa azul, nem daquela árvore com flores lindas perto a curva. Me perguntava o que havia de errado para eu não estar reconhecendo aquele caminho tão familiar. Será que realmente mudou tanto em um mês? Ou será que fui eu que não prestei muita atenção no caminho na última vez que passei aqui? Talvez seja a chuva! É claro, a chuva. Faz anos que eu não vejo chover no sertão nordestino, não estou acostumada a ver este cenário com o céu escuro, as plantas verdes, a terra molhada. Talvez a água caindo na janela também esteja me atrapalhando. Não, também não era isso. Depois de passar minutos tentando criar explicações para eu não reconhecer mais aquele caminho familiar eu finalmente percebi... não foi o caminho que mudou, fui eu. Eu mudei muito desde meu ensino fundamental, mas mudei muito mais nessas últimas três semanas.

Vivenciei o meu primeiro final de período de faculdade. Me mudei para um apartamento só meu. Estou morando sozinha. Sempre sonhei tanto com isso, me imaginava acordada de madrugada curtindo a sensação de morar sozinha, olhando pela janela e ganhando inspiração para escrever textos lindos. Mas infelizmente não pude curtir tudo isso, não pude saborear o momento como desejava. Minhas madrugadas acordada foram estudando e concluindo trabalhos. Eu estava exausta. Não era de admirar que logo no primeiro dia de férias eu pegasse o primeiro ônibus de volta para minha terrinha, mas a maior razão disso é o que me impressionou: eu queria voltar pra lá para poder me sentir em casa. É tão estranho quando não nos sentimos em casa na nossa própria casa, e infelizmente é assim que eu me sinto em meu novo apartamento. Aquelas paredes não me parecem acolhedoras, não me parecem as paredes da minha casa, sabe? E de repente eu percebi que estava com um desejo incontrolável de voltar para casa.

Mas perai, aonde é minha casa? Certamente não é meu novo apartamento, como já falei. Pensei então na minha casa anterior a esta, a casa onde meus pais moram. Também não é lá, vivi naquelas paredes por pouco tempo (apenas 2 anos), não foi o suficiente para eu considerar aquelas paredes como minha casa. Pensei então na minha casa de verdade, aquela onde cresci na cidadezinha aonde o ônibus estava me levando. Mas infelizmente aquela casa já não existe mais. Meus pensamentos estavam fervendo enquanto se perguntavam "afinal, onde diabos é minha casa?" E eu sinceramente não sei. Por alguns segundos me senti uma desabrigada; mais uma garota perdida no mundo. Nenhum lugar parecia ser a minha casa, meu lugar. E então eu me lembrei de para onde eu estava indo e meu coração sorriu comigo. Percebi que, naquele momento, a casa do meu namorado era o que mais parecia com um lar para mim, pois era lá que eu queria estar. Ao lado daquela pessoa que eu amo tanto e que sei que também me ama muito.

Descobri que um lar não tem nada a ver com as paredes nem com como olhamos para elas, tem a ver com os sentimentos que ali depositamos. Se você depositou amor naquele cômodo e nas pessoas que lá habitam, então é lá que você vai se sentir em casa, mesmo que chova e que algumas coisas possam ter mudado com o tempo. No fundo tudo ainda permanece o mesmo. Mas a partir do momento em que você tira dali os seus sentimentos, então mesmo com o ambiente inalterado, tudo parece diferente. Parece um número de mágica.

Senti saudades do tempo em que a estrada não parecia estranha para mim. Senti saudades do meu eu que reconhecia aquela estrada. Como mudei tanto? Em que momento da minha vida acabei virando outra pessoa? Essa resposta não é complicada. Todos os momentos. Em cada segundo das nossas vidas nós estamos em transformação, e você não é mais a mesma pessoa que era há dez segundos atrás quando estava lendo o parágrafo anterior. Nós mudamos constantemente cada vez que o ponteiro do relógio se movimenta, mas não percebemos isso. Faz parte do ciclo natural da vida, mudar. Tudo muda. O mundo é muito mutável. Aceite isso. Eu também estou tentando aceitar - e entender como a vida funciona a partir disto.

domingo, 12 de maio de 2013

Meme: Sobre o blog



Olá leitores. A Ariadne do blog Concepções Erradas me indicou pra essa tag há um tempão atrás (em janeiro!) mas só agora consegui responder. Achei esse meme ou tag ou sei lá o que (ainda não entendi a diferença) muito interessante e divertido, e eu amo o meu blog então amarei falar sobre ele também. Vamos então a ela:

Como você escolheu o nome do seu blog?
Quando depois de muita insistência de um amigo eu decidi criar um blog, demorei séculos para decidir o nome. Sou péssima com nomes, títulos e afins. Os títulos dos meus textos e romances são bizarros, e os das redações do colégio eu nem comento. Ai depois de muito tempo procurando um nome legal e nada, eu tava escutando o CD de NX Zero e começou a tocar a música A Melhor Parte de Mim, na hora eu falei: é esse! E ai corri pra página do blogger pra criar o blog com este nome.

Há quanto tempo você tem o seu blog?
Se minhas contas estiverem corretas, criei este blog em fevereiro de 2009, ou seja, meu blog fez 4 anos de idade em fevereiro deste ano. Abandonei o blog centenas de vezes durante esses quatro anos, passava meses sem aparecer, mas no final sempre acabava voltando. Sempre pra o mesmo blog, nada de criar outro. Este sempre foi e será o meu cantinho, não consigo me desfazer dele.

Como você divulga o seu blog?
Lendo e comentando outros blogs. Sei que a maioria das blogueiras retribui os comentários, então comentar no blog delas além de ajudá-las a crescer vai fazê-las visitar meu blog, conhecer, e se gostar virar leitora. Tenho também uma página do blog no facebook e tendo divulgar os posts por lá e pelo meu twitter e facebook pessoais, mas pra mim a principal forma de divulgação é realmente comentando em outros blogs.

Quais assuntos têm mais visualizações no seu blog?
Até o momento os mais visualizados foram os textos da categoria Psicologia, acho que ficaram bem interessantes e a galera tem mostrado interesse pelo assunto, para a minha alegria, claro.

O que motivou você criar um blog?

Um amigo meu lá o Piauí, Wellington, criou um blog e me mandou o link, pediu pra eu ver e dar minha opinião e tal. Adorei. E então ele começou a insistir pra eu fazer um também. Eu não queria porque já havia tido milhões de flogs e sempre abandonava eles, achava que um blog seria mais ou menos a mesma coisa, mas graças a Deus ele me convenceu e eu acabei entrando na blogosfera s2


Onde você mora?

Recife, Pernambuco.


Quais são os objetivos do seu blog?

Não tenho um objetivo. Mantenho este blog porque amo isso, amo fazer posts, amo ver os comentários, amo escrever, amo ler outros blogs... E é reconfortante ter um cantinho assim, só meu, dentro deste vasto mundo virtual.


Quais blogs você visita frequentemente?


O que mais te inspira na hora de criar os posts?
Poxa, eu não sei. De repente a inspiração chega, não existe algo que a provoca. Isso acontece na faculdade, no ônibus, em casa, no banheiro, enquanto leio livros ou assisto séries. Em alguma conversa de telefone, quando leio outros blogs... é muito incerto.

Qual a sua idade?
18 anos, 11 meses e 3 semanas. Isso mesmo, semana que vem faço 19 anos :)

Além do blog, tem alguma outra ocupação? Se sim, qual?
Estudo Psicologia na UFPE e trabalho como redatora para a empresa iHaa Networks.

O que mais gosta e fazer nos finais de semana?
Ficar na internet, ler blogs, assistir séries, ler livros, passar um tempinho com minha família, ir à igreja...

Gosta de café?
Gosto sim, mas não sou viciada nem tomo todos os dias. De vez em quando só.

Pretende fazer algo para o blog em 2013?
Fazer ele crescer... e estou conseguindo aos poucos :) Pretendo comprar um layout também, mas mais pra frente.

Blogs indicados:

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Como passar no vestibular de psicologia



A pedido da leitora linda Duda Nogueira, este post sobre psicologia é mais focado no processo seletivo para entrar na universidade e poder iniciar este curso tão interessante. Acreditem, não faz muito tempo que eu estava no último ano do ensino médio e só em ouvir a palavra "vestibular" eu já começava a querer chorar. Esse nervosismo é normal, afinal, você sente que toda a sua vida dali pra frente será definida por aquela prova. O que não se pode fazer é deixar que isso atrapalhe seus estudos ou seu emocional na hora de fazer o vestibular.

A universidade
Bom, para quem deseja fazer psicologia, o primeiro passo é escolher a universidade. Eu nunca tive uma escolha na verdade, desde criança já queria estudar na UFPE, e por isso durante todo o terceiro ano eu me foquei nos estudos para o vestibular específico dessa universidade. Isso é muito importante se você tiver alguma preferência, como eu tive.

O vestibular
Quando escolher sua universidade você deve pesquisar sobre como é o processo seletivo para entrar nela. Algumas faculdades fazem uma prova que cai todas as matérias (como por exemplo a UPE) mas que cada uma possui um peso diferente. Outras fazem uma prova em que caem questões apenas de matérias específicas. Muitas também adotaram o ENEM como processo seletivo, e nesta caem todas as matérias. Algumas também adotam o ENEM como primeira fase e uma prova específica como segunda fase, como é o caso do vestibular que fiz da UFPE. Então você tem que ver qual é o processo adotado pela universidade que você deseja. Se for o ENEM você irá estudar todo o conteúdo do ensino médio, porém se forem matérias específicas você não perderá tempo estudando, por exemplo, matemática. Irá se focar apenas naquelas matérias que caem no seu vestibular.

Matérias específicas
Das universidades que utilizam a prova específica, ainda há uma coisa que você precisa observar: em que área o curso está definido. Acontece que psicologia não é como os outros cursos que você olha e diz na hora a área a qual ele pertence (ex: engenharia é da área de exatas). Psicologia sempre foi uma incógnita, sempre ficou balançada entre humanas e saúde, e até hoje, depois de vários debates, sua situação ainda não conseguiu ser definida. Por isso alguns vestibulares a tratam como um curso de saúde e outros como um curso de humanas, e isso acaba alterando as matérias específicas que caem na prova. Em humanas cai português, literatura, história, geografia. Em saúde cai português, biologia, física e química. Isso é muito confuso, pois geografia tem tanto a ver com a psicologia quanto química e física. Essa confusão é tão grande que na minha faculdade o curso é considerado saúde no vestibular, porém as aulas acontecem no prédio de humanas. E como não sou muito boa em exatas, era muito frustrante pra mim ter que estudar física para o vestibular quando eu sabia que na faculdade só ia ter aulas de filosofia. Porém, não desisti, estudei e consegui. É complicado mas faz parte do sistema e nós temos que aprender a lidar com ele.

ENEM: como estudar?
Para as universidades que adotam o ENEM como vestibular, minha dica é: resolvam questões! Muitas questões. Faça download das provas antigas do ENEM, responda todas. Marque quanto tempo gasta em casa uma (pois acredite, o principal do ENEM é você saber administrar bem o pouco tempo que tem para responder as milhares de questões). Não há muito segredo nem muito o que estudar. Apenas treinamento. Eu fiz isso e minha média foi muito boa. Outro segredo para o ENEM é a redação. Ela conta muuuuuuito na nota final, acredite. Até hoje ainda acho que só passei no vestibular porque tirei 930 na redação do ENEM. Meu colégio nos fazia fazer uma redação por semana. Nos entrega um tema parecido com os que caem no ENEM, e toda semana durante um ano nós íamos treinando nossas redações. Isso foi muito bom, me ajudou muito a fazer uma boa redação no vestibular e eu aconselho que você comece a fazer isso também, pode ser sozinha mesmo, sem os professores mandarem. Garanto que será muito enriquecedor. Peça ao seu pai, seu professor ou algum amigo muito bom em redação para corrigir de vez em quando, pois é com os erros que se aprende.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Resenha: Cinquenta tons de cinza

Oi pessoas. Já faz algum tempo que terminei de ler esse livro (tipo mais de um mês) mas só hoje tive tempo de tirar as fotos pra ilustrar a resenha e postar aqui. Sei que já passou a modinha e que existem mil e uma resenhas deste livro pela internet, mas eu quis dar a minha opinião porque achei bem diferente da opinião da maioria das pessoas que conheço e que leram. Então, vamos lá ao que interessa.



Sinopse: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.


























Minha opinião: Não gostei. Comecei a ler o livro com muitas expectativas porque milhões de pessoas me recomendaram e disseram que eu iria amar e etc. Não vi nada de mais na história. Em termos literários achei bem fraquinha. Tá, é bem diferente por conter cenas explicitas de sexo e sado-masoquismo e talvez por isso tenha chamado tanto a atenção da mídia e das pessoas. Mas para mim não foi lá uma novidade porque eu já estou acostumada a ler histórias com cenas explicitas em web novelas e fan fics, por isso o diferencial desse livro não foi tão chocante para mim. E inclusive achei ridículo um livro tão pesado como esse ser vendido pro ai como um romance. Esse livro é erótico, e vejo um monte de crianças lendo ele. Acho que a venda deveria ser restrita para maiores de 18, e os pais que vissem os filhos lendo essas cosias deveriam confiscar da mesma maneira que confiscam os sites pornográficos no computador delas. Tem cenas de sexo o tempo inteiro! Tipo, a cada duas páginas. Achei que foi apelação de mais da autora isso. Colocar cenas explicitas é legal, mas não precisa ser o livro inteiro assim também. Porém, preciso confessar que essas cenas apesar de exageradas são muito boas, e se você ler em dias de carência é bem capaz de subir pelas paredes.

Mas enfim, voltando para a história... Achei a construção da personagem principal muito fraca. Ela é uma cópia da Bella Swan que eu tanto odiei em crepúsculo, só que com um pouquinho mais de personalidade e atitude que ela. Mas ela é chata, insegura, sem sal, não faz ideia do seu poder de atração, além de muito ingênua e atraída por tudo o que é proibido. Logo na primeira cena do livro vemos ela dizendo que é muito desastrada, muuuuito desastrada (estilo Bella mesmo), e no caminho da porta até o escritório de Grey ela cai ou se desequilibra pelo menos umas três vezes e diz que isso acontece o tempo inteiro. Porém, não vemos mais, em nenhum momento do livro, ela caindo ou se desequilibrando, nem mesmo quando está bêbada ou de salto alto. Achei isso uma tentativa desesperada da escritora de fazer ela parecer com a Bella que conquistou as adolescentes pra vender mais, mas que depois não se encaixou bem na história.

E quando ao personagem de Christian Grey que várias pessoas me disseram que eu iria me apaixonar, eu odiei. Odiei de verdade aquele homem. Ele é maníaco por controle, machista, mandão, sadista e exibido. Odiei absolutamente tudo na personalidade dele. Não me levem a mal, mas eu sou uma pessoa feminista e nunca iria me apaixonar por um homem que gosta não só de mandar na mulher e controlar desde o que ela veste até as horas de sono que tem por semana, mas que acima de tudo quer bater nela para ensinar a não desobedecê-lo. Ridículo isso. Várias vezes enquanto lia eu me irritava e começava a xingar ele em voz alta e fechava o livro dizendo que não queria continuar a ler. Só continuei na verdade porque detesto parar um livro pela metade.

A única coisa que eu achei legal foram os e-mails que eles trocavam, que aparecem durante o livro inteiro. Eram engraçados e muitas vezes me faziam levantar da cama de emoção. Confesso que a única coisa que me estimulava a continuar a ler era saber que dali a tantas páginas teria mais e-mails (sim, eu saia olhando na frente procurando se ia demorar a aparecer outro e-mail, porque era realmente a melhor parte). E quanto a história de amor deles, achei bonitinha. A maneira como eles tentam fugir do sentimento no começo, e como eles tentam entender o que sentem na metade, e se entregar ao sentimento no final... foi bonitinho, mas não foi essas coisas todas, e não acredito que valha a pena ler só por ela. Inclusive, não fiquei com a mínima vontade de ler os outros dois livros da saga. Talvez um dia eu leia, mas só se alguém tiver um argumento muito bom para me convencer a lê-lo.

Desculpa a quem gostou muito da história e não concorda com a minha opinião, mas como disse, é a minha opinião e vivemos em um pais onde é permitida a liberdade de expressão. Sinceramente não vi nada de mais no livro, não coonsidero bom ao ponto de virar best seller e fazer o sucesso que está fazendo, e numa escala de 1 a 5 eu daria nota 3.
Minha cara lendo algumas cenas quentes do livro! kkkk



sábado, 4 de maio de 2013

Uma lembrança que leva a outra


Blá, blá, blá, blá. Isso é o que eu escuto sair a boca da professora de genética. Queria ter ficado na cama por mais meia hora esta manhã. Não consigo prestar atenção na aula, pois minha mente está vagando bem longe. Está perto de tudo que tenho saudade. Fecho os olhos e estou a quilômetros daqui, deitada na cama do meu namorado e sentindo-o aspirar a fragrância do meu cabelo. E então em um milésimo de segundo não estou mais ali. Estou agora nos meus 2 anos de idade, quanto minha mãe estava grávida do meu irmão. Como sinto falta da minha infância. E, de repente, com um aperto no coração sou transportada para a memória da minha infância que me dá mais saudade: meu avô. Seu sorriso, sua voz, seu cheiro. Seu abraço. Por que ele tinha que ir embora tão cedo? Antes mesmo que eu possa responder sou transportada novamente para alguns meses atrás. Minhas férias! Que saudade do meu tempo livre. E então estou na sétima série, quando eu não precisava estar de férias para ter tempo livre. Por fim estou novamente na sala de aula e percebo que na verdade o que estou com mais saudade é de viver. Não, não estou vivendo. Estou sobrevivendo. Quando foi a última vez que me senti viva? Nem me lembro. Só agora é que me dou conta o quão meu ser sente falta disso, desesperadamente. É normal isso? Sentir falta de viver? Pisco o olho e estou agora na casa que morei até meus 15 anos, no meu antigo quarto. Mas estou ali deitada na cama e ao mesmo tempo estou no quintal brincando com minha primeira cachorra. Hoje ela está no céu, fazendo companhia ao meu avô. Estou agora em alguma praia, sentada na areia, olhando o mar. Sentindo a brisa nos meus cabelos. Me sentindo feliz. Não consigo entender qual é a ligação que existe entre todos esses pensamentos, como uma lembrança acaba puxando outra. O que é que liga essa praia com a cama do meu namorado? Mas antes que eu consiga pensar muito sobre isso já estou distraída em outra lembrança, em outro tempo e espaço, bem longe daqui.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Penso em você todas as horas do dia



Penso em você todas as horas do dia.

Sonho contigo cada vez que fecho os olhos.
Te procuro em toda parte
e te encontro em cada detalhe.
Cheguei a pensar que havia te perdido,
e quando mais precisei,
você apareceu nas coisas mais simples
me lembrando que nunca foi embora
e que segue comigo.

Penso em você acordada e sinto sua falta até dormindo.
E mesmo que eu já não lembre o som da sua voz,
você fala comigo a cada instante
e ainda me faz sorrir,
porque mesmo longe estamos conectados.

Você está comigo e de longe me diz sorria
e sorrio por você
porque sei que você me vê
e que você se sentiria feliz.

É difícil estar de pé com tantos golpes que a vida dá
mas a lembrança do seu amor me dá força
para enfrentar a vida e sorrir entre lágrimas

mais uma vez.

Este é um poema de Dulce Maria retirado do livro Dulce Amargo (de onde eu tirei todas as ilustrações do layout do blog). Perdoem a tradução horrível, porque o poema original é em espanhol e fui eu que traduzi agora, por isso não ficou tão bom. Para quem entende espanhol vale a pena ler o original, é bem mais bonito: