quarta-feira, 24 de abril de 2013

The only excepcion





Aquele era um típico dia onde ela acordou com o pé esquerdo. Desde a noite anterior ela já havia ficado chateada com uma conversa séria que teve com sua mãe, a respeito de seu futuro. Mas depois de escutar muita música da playlist “relaxar” ela prometeu a si mesma não se estressar com aquilo. E então, pela manhã ela foi para a faculdade e logo na primeira aula recebeu uma notícia horrível que veio junto com a decepção de uma amizade que, apesar de estar só iniciando, ela acreditava ser verdadeira. Tudo isso juntou com a saudade que ela sentia do namorado – fazia quase um mês que não se viam – e com a TPM pós menstrual – porque como se já não bastasse uma antes do ciclo, ela também tem uma depois dele – e fez com que aquela pobre garota perdesse o equilíbrio emocional.

Passou a aula de filosofia inteira ouvindo a playlist triste do seu celular e rabiscando coisas na folha de trás do caderno. Assim que a aula acabou ela deu uma fugida dos seus “amigos” e logo procurou um lugarzinho vazio aonde pudesse chorar. E lá se sentou, chorou e até ligou para aquela sua amiga do ensino médio para dizer o quanto sentia saudade dela. Depois disso ela recebeu uma ligação do namorado. Parece até que ele adivinha todas as vezes que ela está precisando de alguém, pois sempre aparece justamente nessas horas.

E ela contou tudo a ele, e chorou mais uma vez. E ele tentou confortá-la, mas não funcionou muito. Acontece que quando ela está neste estado desequilibrado não há nada que possa alegrá-la, tudo o que ela quer fazer é apenas chorar até a dor passar. E então ele começou a contar piadas na tentativa de animá-la, mas ela simplesmente odiou isso. Foi muito grossa mandando ele parar, e ele, claro, não gostou do tom de voz com que ela reclamou à ajuda que ele estava tentando dar. E eles discutiram, mesmo aquele sendo o aniversário de dez meses de namoro deles. E ela chorou mais ainda. Tudo o que ela menos queria naquele momento era discutir com ele para aumentar mais ainda os seus problemas.

E foi isso o que ela disse a ele, pedindo para desligar o telefone e resolverem isso depois. Ele concordou após soltar algumas ironias, seguidas por ironias dela também. Às vezes um “vai tomar no cu” dói menos que certas ironias. Assim que desligaram ela colocou novamente seus fones de ouvido e voltou para sua playlist de músicas tristes. Depois de três músicas começou a tocar The Only Excepcion. Sim, aquela música de Paramore que sempre significou tanta coisa pra ela. E apesar de não entender inglês muito bem ela sabia de cor a tradução daquela música. Depois de cantarolar algumas frases segurando as lágrimas, a música foi interrompida. Bem na hora que ia começar o refrão.

Era ele ligando. Cinco minutos depois de eles discutirem ele estava ligando de novo. Ela atendeu achando que iria ouvir mais ironias, entretanto ouviu um silêncio por dois segundos. Quando ela cansou-se de esperar arriscou dizer um “Alô” que foi seguido imediatamente pela voz dele.

- Te amo!

Sua voz estava exausta, com um “cansei de brigar” subentendido. Parecendo cena de filme ou não, nesse exato momento ela abriu um sorriso enorme e uma lágrima escapou-lhe dos olhos. Ela conseguia ouvir o refrão da música continuar a tocar em sua mente enquanto ela pensava “É, realmente, ele é a única exceção”. E mesmo os dois sabendo que a errada na história era ela, ele começou a pedir desculpas pela discussão e falou que não adianta, pois nem quando ele quer sentir raiva dela consegue.

Tudo isso a levou a refletir sobre a pessoa maravilhosa que ela tinha ao seu lado. Quantos homens nesse mundo conseguem engolir o orgulho – mesmo sabendo que estão certos – e ir pedir desculpas? Podia até existir mais algum assim, mas ele era o único que conseguia entendê-la. Ele era capaz de amá-la daquele jeitinho complicado, amar cada ponto crítico de sua personalidade que os outros costumam odiar. Ele era capaz de amá-la por inteiro. E ela sabia que também amava cada célula daquele corpo que ela tanto sentia saudades de abraçar. E no fim tudo terminou bem, e o estresse com os problemas acabaram transformando-se em apenas mais saudades – e ansiedade, pois em uma semana eles iriam finalmente se reencontrar.

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6 comentários:

  1. Mimimi que texto limd. Só ficaria mais se não tivesse foto da hamister cyrus HEIN HEIN HEIN enfeiou o pobre do post SIUAHSIUAHHIUSHAUISHAIUHSAIUHSUIAHSIUAH
    (não consigo, sempre vou achar miley escrotíssima)

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    1. Também não gosto muito dela, mas eu queria uma foto de uma menina no telefone e essa foi a única usável que encontrei no we heatr it. Preciso de novos sites pra buscar fotos para ilustrar o post pq o we heart it está ficando uma verdadeira bosta. Onde vc pega as suas?

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  2. Adorei o texto. Parece muito comigo, só não tenho o namorado pra animar meu dia, rs. Você escreve muito bem Anna!

    Livinha's Place - http://livinhas-place.blogspot.com.br/

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  3. Oi Anna. Qe bom que "ele" existe, né? eu tbm tenho "ele" na minha vida, é muito bom ter com quem contar. beij

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  4. Adorei o seu post,
    Comments Girls- volte SEMPRE

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  5. Menina quase que choro! rsrsrs
    Sério mesmo! Linda a história, quer dizer o desabafo(eu creio).
    Muito lindo esse amor de vcs, realmente é raro um homem assim.

    Beijinhos!!

    http://priscilameloc.blogspot.com

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