segunda-feira, 3 de junho de 2013

Parafraseando: Pra dormir bem



Hoje eu queria dormir contigo. Mas não me leve à mal. Eu queria dormir contigo pra ficar um pouco mais com aquela sensação de segurança que tenho quando te abraço e com aquela sensação de conforto que só você me proporciona. "Dormir" contigo pra ficarmos, quem sabe, a noite toda conversando sobre tudo o que ainda não conversamos, pode nem ser uma conversa tão séria assim, eu só quero passar algumas horas te ouvindo e podendo te olhar sempre nos olhos e ver de perto a verdade neles. 
Queria dormir contigo pra sentir por bem mais tempo aquele seu cheiro único, que me tranquiliza e me faz lembrar sempre de você. Nem que seja só para ficar ali, deitada ao seu lado, sem falar alguma coisa importante, eu queria estar assim. Pra dormir com a sua imagem 'fresquinha' na cabeça. Dormir e saber que você está exatamente ali, por inteiro, pra mim; assim como eu estaria também pra você, por inteiro. 
Queria sua companhia na minha cama, depois de um dia cansativo e estressante, pra me aconchegar em seus braços e esquecer tudo aquilo que me aborreceu nas horas passadas e só conseguir pensar em nós juntos, aninhados um ao outro, dispersando o frio de um dia invernoso. 
Queria sua voz, sussurrando em meus ouvidos, perguntas e respostas sinceras que só com você eu posso confessar. Um café morno a gente poderia tomar antes de dormir, pra prolongar um pouco a conversa e nos despertarmos do sono voraz que vêm tão cedo. Mas não precisaria ficar muito tempo acordado, poderia dormir antes de mim, se quisesses. 
Só preciso da tua presença, bem pertinho, pela madrugada adentro, me desvendando no sono, nos sonhos de hoje.

 Blog: Meu outro lado

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Show de Dado Villa-Lobos

Oi gente. Desculpa pela ausência... Minhas férias acabaram e eu demorei as duas primeiras semanas de aula para conseguir organizar meu horário e arrumar tempo, entre as milhões de apostilas para ler, de levar o blog adiante. Mas eu não pretendo parar, não dessa vez. Enfim, há duas semanas atrás fui a um show de Dado Villa-Lobos (ex-guitarrista de Legião Urbana) e estava tentando arrumar tempo para fazer este post para vocês.

Foto: Diário de Pernambuco

O show aconteceu no dia 18 de maio no "Festival Pernambuco Nação Cultural" em Caruaru (cidade onde meus pais moram). Quando fiquei sabendo eu quase pirei, pois cresci ouvindo Legião Urbana e há poucas semanas havia me emocionado bastante assistindo o filme Somos Tão Jovens. Então, ir a um show e um ex integrante desta banda que marcou minha vida era tipo um sonho. Confesso que eu nem se quer sabia que ele cantava e muito menos estava fazendo carreira solo, mas mesmo assim me juntei com meu namorado e mais alguns amigos e fomos na esperança de ver Dado cantar algumas músicas de Renato Russo. Eu não conhecia nenhuma música solo do próprio Dado e achei que passaria o show inteiro ansiosa para ouvir uma música conhecida. Mas não foi assim.

As músicas de Dado são muito boas! A batida, as letras... e a voz dele também é muito boa. Eu gostei de verdade da maioria das músicas solo dele, e voltei pra casa fazendo lembretes a mim mesma de baixar o novo CD dele. Ele iniciou com umas músicas de rock muito animadas, e na metade do show começou a mesclar com algumas mais calmas em estilo MPB. O show foi muito agradável, e por mais que ninguém conhecesse as músicas dele todos estavam curtindo bastante.

E é claro que ele cantou as tão esperadas canções de Legião Urbana. Eu esperava aquelas clássicas, como Que Pais É Esse, Será, ou Eduardo e Mônica. Mas não, ele fugiu totalmente do óbvio e cantou músicas menos conhecidas, nenhum clichê. E eu adorei. Teve Teatro dos Vampiros, Giz, Ainda é Cedo, Eu Sei... Não lembro de todas. E o final do show foi com Índios e Geração Coca Cola em um ritmo de balada que acreditem, ficou muito boa. Cantou também uma música muito antiga de Capital Inicial que eu não conhecia - e me senti super poser por isso, afinal, adoro Capital. - Pulei, gritei, chorei, fiquei rouca... E eu não fui a única. Ao meu redor via pessoas pulando e cantando empolgadas. Pessoas jovens como eu, que provavelmente nunca tiveram a oportunidade de ver um show de Renato Russo. E enquanto eu via Dado no palco só conseguia pensar "esse cara esteve perto da lenda chamada Renato Russo, e agora eu estou pertinho dele". Foi emocionante de mais pensar isso. E acredito que não só pra mim, pois tinha uma menina atrás de mim com uma blusa da legião urbana que chorou em todas as músicas desta banda imortal.

Renato Russo é para mim uma lenda, eu o admiro de mais desde quando meu pai me fazia escutar suas músicas nos meus, sei lá, 7 anos de idade. Foi emocionante de mais finalmente estar ouvindo aquelas músicas ao vivo. E agora passei a admirar também Dado. Eu não o conhecia bem, não conhecia seu trabalho, mas agora que passei a conhecer estou totalmente fascinada, e feliz porque isso me mostra que ainda há esperanças para o rock brasileiro. E eu achei Dado beeeeem enxuto, sabe? Achei que ele estaria mais velho e acabado, mas não, ainda está gatíssimo. E dançou pra caramba no palco.

Esta foto foi tirada por meu amigo Adriano Silva que estava no show comigo
E como sei que pouquíssimas pessoas conhecem o trabalho solo dele e eu gostei tanto, vim aqui ajudar a divulgar. Quem gosta das músicas de Legião Urbana com certeza vai gostar das músicas dele também. Quem se interessar a assistir os vídeos por favor comentem o que acharam do trabalho dele.





(a música que eu achei mais linda)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Psicologia: Cadeiras do primeiro período








Nesse post eu resolvi falar um pouco sobre cada cadeira que eu estudei durante estes 5 meses do meu primeiro período. Cada faculdade possui uma grade curricular diferente, aonde vemos cadeiras diferentes, e às vezes cadeiras iguais mas com nomes diferentes. Essas cadeiras que falarei agora são do perfil curricular do curso de Psicologia da UFPE. Um detalhe importante é que o curso sofreu uma reforma curricular, então quem entrar no curso no próximo período não irá mais pagar as mesmas cadeiras que eu paguei.
Ao todo eu peguei 7 cadeiras, 6 obrigatórias e 1 eletiva para aqueles que desejavam fazer a mudança curricular no período seguinte (é o meu caso). Vou listá-las a baixo e falar um pouquinho sobre cada uma e o que eu estudei nelas. É interessante para quem pensa em cursar psicologia saber as cadeiras que o curso tem, para poder saber se você vai se identificar com o curso, se será algo que você terá interesse de estudar.

Introdução à psicologia
Esta cadeira possui um nome autoexplicativo. Nela nós temos uma introdução geral aos temas abordados no curso. Primeiro estudamos um pouco da história da psicologia, como surgiu e etc, depois estudamos sobre as várias abordagens diferentes, como por exemplo psicanálise ou behaviourismo. Estudamos também processos básicos de todo ser humano, como a aprendizagem, emoção, linguagem, consciência, bases fisiológicas, etc. Mas vale lembrar que não nos aprofundamos verdadeiramente em nenhum desses assuntos, apenas temos uma vista superficial do que vamos ver durante o decorrer do curso.

Introdução à filosofia
Nesta cadeira nós estudamos um pouco do legado que nos foi deixado por vários filósofos, sejam antigos como Sócrates ou contemporâneos como Foucault. Alguns dos filósofos que o professor nos apresentou ainda estão vivos! Ele separou para a gente apenas aqueles filósofos mais importantes para a psicologia, aqueles em que os estudos psicológicos são baseados. Eu particularmente gostei bastante da cadeira.

Fundamentos da sociologia
Nela nós estudamos um pouco da história da sociologia, os principais sociólogos e o que eles diziam (Comte, Durkheim, Marx e Weber), além de claro aprender a olhar para a sociedade de um modo geral, e entender que muitas vezes o problema psicológico daquele paciente não está dentro dele numa batalha entre o id e o superego, mas sim no mundo social que está exercendo muita pressão sobre ele. É uma cadeira bastante interessante.

Genética humana
Em genética nós fizemos uma revisão de tudo aquilo que estudamos no ensino médio, cromossomos, genes, transcrição, leis de Mendel, blá blá blá. O interessante era que entre um assunto e outro a professora nos mostrava textos e vídeos interessantíssimos que faziam ligação da genética com a psicologia, e já no finalzinho da cadeira ela nos apresentou a uma área da genética que não é abordada no ensino médio: genética do comportamento.

Neuroanatomia
Esta é a cadeira mais temida por todos que iniciam o curso. Nela nós temos que estudar o sistema nervoso humano, e decorar todos os nomes de todas as estruturas. Sabem todos aqueles buraquinhos que têm no cérebro? Pois bem, cada buraquinho daquele possui um nome e eu fui obrigada a decorar tudo. No começo é muito difícil e pesado, mas depois de um tempo você pega a manhã e começa a decorar com muito mais facilidade. O mais legal dessa cadeira (para alguns) é que nós temos aulas práticas, e estudamos com cérebros de verdade. Emocionante!

Psicologia Genética de Jean Piaget
Esta cadeira é inteiramente dedicada aos estudos de Jean Piaget, que é um dos mais importantes nomes na psicologia e foi quem estudou mais a fundo o processo humano da formação do conhecimento. Ele observava as crianças e fazia nota de como elas adquiriam conhecimento, como por exemplo, como elas passavam a entender que gatos e cachorros são animais. Nessa cadeira nós vimos a fundo os estudos de Piaget nas crianças, suas conclusões sobre o processo de construção do conhecimento e também aprendemos a aplicar o método clínico piagetiano, que avalia em qual estágio de desenvolvimento a criança está.

Psicologia diferencial
Posso dizer que esta foi a cadeira mais divertida do período. Ela tem equivalência em outras universidades à cadeira de Controvérsias da psicologia. Ou seja, nela nós estudamos os assuntos que até hoje ainda geram muita controvérsia dentro da psicologia. O tema inicial era sobre por que as pessoas são diferentes. Depois entramos em temas mais profundos e complicados como Inato x Adquirido, se nós nascemos homens e mulheres ou se nos tornamos homens e mulheres, ou se a orientação sexual é passível de mudanças. O legal é que a cada tema a professora fazia um debate em sala, e nós tínhamos que separar argumentos e ir para a bancada defender o grupo em que estávamos perante juízes e uma plateia. Foi sem dúvidas uma experiência muito boa, principalmente para as pessoas tímidas que precisam aprender a deixar a vergonha de lado para apresentar trabalhos acadêmicos.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Da janela do ônibus





A estrada passava pela minha vista como um borrão enquanto eu olhava a chuva cair e bater na janela do ônibus que estava me levanto até a cidade onde cresci para visitar meu namorado. É uma cidadezinha pequena e de interior, mas me trás muitas saudades. Neste momento eu tento lembrar de todas as músicas que conheço e falam de chuva. Não consigo olhar pela janela de um ônibus sem me imaginar em um filme, e sem tocar a trilha sonora na minha mente. Faziam apenas três semanas que eu havia estado ali, mas pareciam anos. Era engraçado. Eu estava andando pela mesma estrada que eu cruzei todos os dias durante os cinco últimos anos do meu ensino fundamental. Eu conhecia aquela estrada como se fosse o corredor da minha casa, e até a última vez que eu havia passado ali tudo parecia exatamente igual, cada casa, cada árvore, cada placa, tudo. Porém, naquela vez foi diferente. A estrada parecia desconhecia, o caminho parecia diferente. Eu não lembrava daquela casa azul, nem daquela árvore com flores lindas perto a curva. Me perguntava o que havia de errado para eu não estar reconhecendo aquele caminho tão familiar. Será que realmente mudou tanto em um mês? Ou será que fui eu que não prestei muita atenção no caminho na última vez que passei aqui? Talvez seja a chuva! É claro, a chuva. Faz anos que eu não vejo chover no sertão nordestino, não estou acostumada a ver este cenário com o céu escuro, as plantas verdes, a terra molhada. Talvez a água caindo na janela também esteja me atrapalhando. Não, também não era isso. Depois de passar minutos tentando criar explicações para eu não reconhecer mais aquele caminho familiar eu finalmente percebi... não foi o caminho que mudou, fui eu. Eu mudei muito desde meu ensino fundamental, mas mudei muito mais nessas últimas três semanas.

Vivenciei o meu primeiro final de período de faculdade. Me mudei para um apartamento só meu. Estou morando sozinha. Sempre sonhei tanto com isso, me imaginava acordada de madrugada curtindo a sensação de morar sozinha, olhando pela janela e ganhando inspiração para escrever textos lindos. Mas infelizmente não pude curtir tudo isso, não pude saborear o momento como desejava. Minhas madrugadas acordada foram estudando e concluindo trabalhos. Eu estava exausta. Não era de admirar que logo no primeiro dia de férias eu pegasse o primeiro ônibus de volta para minha terrinha, mas a maior razão disso é o que me impressionou: eu queria voltar pra lá para poder me sentir em casa. É tão estranho quando não nos sentimos em casa na nossa própria casa, e infelizmente é assim que eu me sinto em meu novo apartamento. Aquelas paredes não me parecem acolhedoras, não me parecem as paredes da minha casa, sabe? E de repente eu percebi que estava com um desejo incontrolável de voltar para casa.

Mas perai, aonde é minha casa? Certamente não é meu novo apartamento, como já falei. Pensei então na minha casa anterior a esta, a casa onde meus pais moram. Também não é lá, vivi naquelas paredes por pouco tempo (apenas 2 anos), não foi o suficiente para eu considerar aquelas paredes como minha casa. Pensei então na minha casa de verdade, aquela onde cresci na cidadezinha aonde o ônibus estava me levando. Mas infelizmente aquela casa já não existe mais. Meus pensamentos estavam fervendo enquanto se perguntavam "afinal, onde diabos é minha casa?" E eu sinceramente não sei. Por alguns segundos me senti uma desabrigada; mais uma garota perdida no mundo. Nenhum lugar parecia ser a minha casa, meu lugar. E então eu me lembrei de para onde eu estava indo e meu coração sorriu comigo. Percebi que, naquele momento, a casa do meu namorado era o que mais parecia com um lar para mim, pois era lá que eu queria estar. Ao lado daquela pessoa que eu amo tanto e que sei que também me ama muito.

Descobri que um lar não tem nada a ver com as paredes nem com como olhamos para elas, tem a ver com os sentimentos que ali depositamos. Se você depositou amor naquele cômodo e nas pessoas que lá habitam, então é lá que você vai se sentir em casa, mesmo que chova e que algumas coisas possam ter mudado com o tempo. No fundo tudo ainda permanece o mesmo. Mas a partir do momento em que você tira dali os seus sentimentos, então mesmo com o ambiente inalterado, tudo parece diferente. Parece um número de mágica.

Senti saudades do tempo em que a estrada não parecia estranha para mim. Senti saudades do meu eu que reconhecia aquela estrada. Como mudei tanto? Em que momento da minha vida acabei virando outra pessoa? Essa resposta não é complicada. Todos os momentos. Em cada segundo das nossas vidas nós estamos em transformação, e você não é mais a mesma pessoa que era há dez segundos atrás quando estava lendo o parágrafo anterior. Nós mudamos constantemente cada vez que o ponteiro do relógio se movimenta, mas não percebemos isso. Faz parte do ciclo natural da vida, mudar. Tudo muda. O mundo é muito mutável. Aceite isso. Eu também estou tentando aceitar - e entender como a vida funciona a partir disto.

domingo, 12 de maio de 2013

Meme: Sobre o blog



Olá leitores. A Ariadne do blog Concepções Erradas me indicou pra essa tag há um tempão atrás (em janeiro!) mas só agora consegui responder. Achei esse meme ou tag ou sei lá o que (ainda não entendi a diferença) muito interessante e divertido, e eu amo o meu blog então amarei falar sobre ele também. Vamos então a ela:

Como você escolheu o nome do seu blog?
Quando depois de muita insistência de um amigo eu decidi criar um blog, demorei séculos para decidir o nome. Sou péssima com nomes, títulos e afins. Os títulos dos meus textos e romances são bizarros, e os das redações do colégio eu nem comento. Ai depois de muito tempo procurando um nome legal e nada, eu tava escutando o CD de NX Zero e começou a tocar a música A Melhor Parte de Mim, na hora eu falei: é esse! E ai corri pra página do blogger pra criar o blog com este nome.

Há quanto tempo você tem o seu blog?
Se minhas contas estiverem corretas, criei este blog em fevereiro de 2009, ou seja, meu blog fez 4 anos de idade em fevereiro deste ano. Abandonei o blog centenas de vezes durante esses quatro anos, passava meses sem aparecer, mas no final sempre acabava voltando. Sempre pra o mesmo blog, nada de criar outro. Este sempre foi e será o meu cantinho, não consigo me desfazer dele.

Como você divulga o seu blog?
Lendo e comentando outros blogs. Sei que a maioria das blogueiras retribui os comentários, então comentar no blog delas além de ajudá-las a crescer vai fazê-las visitar meu blog, conhecer, e se gostar virar leitora. Tenho também uma página do blog no facebook e tendo divulgar os posts por lá e pelo meu twitter e facebook pessoais, mas pra mim a principal forma de divulgação é realmente comentando em outros blogs.

Quais assuntos têm mais visualizações no seu blog?
Até o momento os mais visualizados foram os textos da categoria Psicologia, acho que ficaram bem interessantes e a galera tem mostrado interesse pelo assunto, para a minha alegria, claro.

O que motivou você criar um blog?

Um amigo meu lá o Piauí, Wellington, criou um blog e me mandou o link, pediu pra eu ver e dar minha opinião e tal. Adorei. E então ele começou a insistir pra eu fazer um também. Eu não queria porque já havia tido milhões de flogs e sempre abandonava eles, achava que um blog seria mais ou menos a mesma coisa, mas graças a Deus ele me convenceu e eu acabei entrando na blogosfera s2


Onde você mora?

Recife, Pernambuco.


Quais são os objetivos do seu blog?

Não tenho um objetivo. Mantenho este blog porque amo isso, amo fazer posts, amo ver os comentários, amo escrever, amo ler outros blogs... E é reconfortante ter um cantinho assim, só meu, dentro deste vasto mundo virtual.


Quais blogs você visita frequentemente?


O que mais te inspira na hora de criar os posts?
Poxa, eu não sei. De repente a inspiração chega, não existe algo que a provoca. Isso acontece na faculdade, no ônibus, em casa, no banheiro, enquanto leio livros ou assisto séries. Em alguma conversa de telefone, quando leio outros blogs... é muito incerto.

Qual a sua idade?
18 anos, 11 meses e 3 semanas. Isso mesmo, semana que vem faço 19 anos :)

Além do blog, tem alguma outra ocupação? Se sim, qual?
Estudo Psicologia na UFPE e trabalho como redatora para a empresa iHaa Networks.

O que mais gosta e fazer nos finais de semana?
Ficar na internet, ler blogs, assistir séries, ler livros, passar um tempinho com minha família, ir à igreja...

Gosta de café?
Gosto sim, mas não sou viciada nem tomo todos os dias. De vez em quando só.

Pretende fazer algo para o blog em 2013?
Fazer ele crescer... e estou conseguindo aos poucos :) Pretendo comprar um layout também, mas mais pra frente.

Blogs indicados:

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Como passar no vestibular de psicologia



A pedido da leitora linda Duda Nogueira, este post sobre psicologia é mais focado no processo seletivo para entrar na universidade e poder iniciar este curso tão interessante. Acreditem, não faz muito tempo que eu estava no último ano do ensino médio e só em ouvir a palavra "vestibular" eu já começava a querer chorar. Esse nervosismo é normal, afinal, você sente que toda a sua vida dali pra frente será definida por aquela prova. O que não se pode fazer é deixar que isso atrapalhe seus estudos ou seu emocional na hora de fazer o vestibular.

A universidade
Bom, para quem deseja fazer psicologia, o primeiro passo é escolher a universidade. Eu nunca tive uma escolha na verdade, desde criança já queria estudar na UFPE, e por isso durante todo o terceiro ano eu me foquei nos estudos para o vestibular específico dessa universidade. Isso é muito importante se você tiver alguma preferência, como eu tive.

O vestibular
Quando escolher sua universidade você deve pesquisar sobre como é o processo seletivo para entrar nela. Algumas faculdades fazem uma prova que cai todas as matérias (como por exemplo a UPE) mas que cada uma possui um peso diferente. Outras fazem uma prova em que caem questões apenas de matérias específicas. Muitas também adotaram o ENEM como processo seletivo, e nesta caem todas as matérias. Algumas também adotam o ENEM como primeira fase e uma prova específica como segunda fase, como é o caso do vestibular que fiz da UFPE. Então você tem que ver qual é o processo adotado pela universidade que você deseja. Se for o ENEM você irá estudar todo o conteúdo do ensino médio, porém se forem matérias específicas você não perderá tempo estudando, por exemplo, matemática. Irá se focar apenas naquelas matérias que caem no seu vestibular.

Matérias específicas
Das universidades que utilizam a prova específica, ainda há uma coisa que você precisa observar: em que área o curso está definido. Acontece que psicologia não é como os outros cursos que você olha e diz na hora a área a qual ele pertence (ex: engenharia é da área de exatas). Psicologia sempre foi uma incógnita, sempre ficou balançada entre humanas e saúde, e até hoje, depois de vários debates, sua situação ainda não conseguiu ser definida. Por isso alguns vestibulares a tratam como um curso de saúde e outros como um curso de humanas, e isso acaba alterando as matérias específicas que caem na prova. Em humanas cai português, literatura, história, geografia. Em saúde cai português, biologia, física e química. Isso é muito confuso, pois geografia tem tanto a ver com a psicologia quanto química e física. Essa confusão é tão grande que na minha faculdade o curso é considerado saúde no vestibular, porém as aulas acontecem no prédio de humanas. E como não sou muito boa em exatas, era muito frustrante pra mim ter que estudar física para o vestibular quando eu sabia que na faculdade só ia ter aulas de filosofia. Porém, não desisti, estudei e consegui. É complicado mas faz parte do sistema e nós temos que aprender a lidar com ele.

ENEM: como estudar?
Para as universidades que adotam o ENEM como vestibular, minha dica é: resolvam questões! Muitas questões. Faça download das provas antigas do ENEM, responda todas. Marque quanto tempo gasta em casa uma (pois acredite, o principal do ENEM é você saber administrar bem o pouco tempo que tem para responder as milhares de questões). Não há muito segredo nem muito o que estudar. Apenas treinamento. Eu fiz isso e minha média foi muito boa. Outro segredo para o ENEM é a redação. Ela conta muuuuuuito na nota final, acredite. Até hoje ainda acho que só passei no vestibular porque tirei 930 na redação do ENEM. Meu colégio nos fazia fazer uma redação por semana. Nos entrega um tema parecido com os que caem no ENEM, e toda semana durante um ano nós íamos treinando nossas redações. Isso foi muito bom, me ajudou muito a fazer uma boa redação no vestibular e eu aconselho que você comece a fazer isso também, pode ser sozinha mesmo, sem os professores mandarem. Garanto que será muito enriquecedor. Peça ao seu pai, seu professor ou algum amigo muito bom em redação para corrigir de vez em quando, pois é com os erros que se aprende.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Resenha: Cinquenta tons de cinza

Oi pessoas. Já faz algum tempo que terminei de ler esse livro (tipo mais de um mês) mas só hoje tive tempo de tirar as fotos pra ilustrar a resenha e postar aqui. Sei que já passou a modinha e que existem mil e uma resenhas deste livro pela internet, mas eu quis dar a minha opinião porque achei bem diferente da opinião da maioria das pessoas que conheço e que leram. Então, vamos lá ao que interessa.



Sinopse: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.


























Minha opinião: Não gostei. Comecei a ler o livro com muitas expectativas porque milhões de pessoas me recomendaram e disseram que eu iria amar e etc. Não vi nada de mais na história. Em termos literários achei bem fraquinha. Tá, é bem diferente por conter cenas explicitas de sexo e sado-masoquismo e talvez por isso tenha chamado tanto a atenção da mídia e das pessoas. Mas para mim não foi lá uma novidade porque eu já estou acostumada a ler histórias com cenas explicitas em web novelas e fan fics, por isso o diferencial desse livro não foi tão chocante para mim. E inclusive achei ridículo um livro tão pesado como esse ser vendido pro ai como um romance. Esse livro é erótico, e vejo um monte de crianças lendo ele. Acho que a venda deveria ser restrita para maiores de 18, e os pais que vissem os filhos lendo essas cosias deveriam confiscar da mesma maneira que confiscam os sites pornográficos no computador delas. Tem cenas de sexo o tempo inteiro! Tipo, a cada duas páginas. Achei que foi apelação de mais da autora isso. Colocar cenas explicitas é legal, mas não precisa ser o livro inteiro assim também. Porém, preciso confessar que essas cenas apesar de exageradas são muito boas, e se você ler em dias de carência é bem capaz de subir pelas paredes.

Mas enfim, voltando para a história... Achei a construção da personagem principal muito fraca. Ela é uma cópia da Bella Swan que eu tanto odiei em crepúsculo, só que com um pouquinho mais de personalidade e atitude que ela. Mas ela é chata, insegura, sem sal, não faz ideia do seu poder de atração, além de muito ingênua e atraída por tudo o que é proibido. Logo na primeira cena do livro vemos ela dizendo que é muito desastrada, muuuuito desastrada (estilo Bella mesmo), e no caminho da porta até o escritório de Grey ela cai ou se desequilibra pelo menos umas três vezes e diz que isso acontece o tempo inteiro. Porém, não vemos mais, em nenhum momento do livro, ela caindo ou se desequilibrando, nem mesmo quando está bêbada ou de salto alto. Achei isso uma tentativa desesperada da escritora de fazer ela parecer com a Bella que conquistou as adolescentes pra vender mais, mas que depois não se encaixou bem na história.

E quando ao personagem de Christian Grey que várias pessoas me disseram que eu iria me apaixonar, eu odiei. Odiei de verdade aquele homem. Ele é maníaco por controle, machista, mandão, sadista e exibido. Odiei absolutamente tudo na personalidade dele. Não me levem a mal, mas eu sou uma pessoa feminista e nunca iria me apaixonar por um homem que gosta não só de mandar na mulher e controlar desde o que ela veste até as horas de sono que tem por semana, mas que acima de tudo quer bater nela para ensinar a não desobedecê-lo. Ridículo isso. Várias vezes enquanto lia eu me irritava e começava a xingar ele em voz alta e fechava o livro dizendo que não queria continuar a ler. Só continuei na verdade porque detesto parar um livro pela metade.

A única coisa que eu achei legal foram os e-mails que eles trocavam, que aparecem durante o livro inteiro. Eram engraçados e muitas vezes me faziam levantar da cama de emoção. Confesso que a única coisa que me estimulava a continuar a ler era saber que dali a tantas páginas teria mais e-mails (sim, eu saia olhando na frente procurando se ia demorar a aparecer outro e-mail, porque era realmente a melhor parte). E quanto a história de amor deles, achei bonitinha. A maneira como eles tentam fugir do sentimento no começo, e como eles tentam entender o que sentem na metade, e se entregar ao sentimento no final... foi bonitinho, mas não foi essas coisas todas, e não acredito que valha a pena ler só por ela. Inclusive, não fiquei com a mínima vontade de ler os outros dois livros da saga. Talvez um dia eu leia, mas só se alguém tiver um argumento muito bom para me convencer a lê-lo.

Desculpa a quem gostou muito da história e não concorda com a minha opinião, mas como disse, é a minha opinião e vivemos em um pais onde é permitida a liberdade de expressão. Sinceramente não vi nada de mais no livro, não coonsidero bom ao ponto de virar best seller e fazer o sucesso que está fazendo, e numa escala de 1 a 5 eu daria nota 3.
Minha cara lendo algumas cenas quentes do livro! kkkk



sábado, 4 de maio de 2013

Uma lembrança que leva a outra


Blá, blá, blá, blá. Isso é o que eu escuto sair a boca da professora de genética. Queria ter ficado na cama por mais meia hora esta manhã. Não consigo prestar atenção na aula, pois minha mente está vagando bem longe. Está perto de tudo que tenho saudade. Fecho os olhos e estou a quilômetros daqui, deitada na cama do meu namorado e sentindo-o aspirar a fragrância do meu cabelo. E então em um milésimo de segundo não estou mais ali. Estou agora nos meus 2 anos de idade, quanto minha mãe estava grávida do meu irmão. Como sinto falta da minha infância. E, de repente, com um aperto no coração sou transportada para a memória da minha infância que me dá mais saudade: meu avô. Seu sorriso, sua voz, seu cheiro. Seu abraço. Por que ele tinha que ir embora tão cedo? Antes mesmo que eu possa responder sou transportada novamente para alguns meses atrás. Minhas férias! Que saudade do meu tempo livre. E então estou na sétima série, quando eu não precisava estar de férias para ter tempo livre. Por fim estou novamente na sala de aula e percebo que na verdade o que estou com mais saudade é de viver. Não, não estou vivendo. Estou sobrevivendo. Quando foi a última vez que me senti viva? Nem me lembro. Só agora é que me dou conta o quão meu ser sente falta disso, desesperadamente. É normal isso? Sentir falta de viver? Pisco o olho e estou agora na casa que morei até meus 15 anos, no meu antigo quarto. Mas estou ali deitada na cama e ao mesmo tempo estou no quintal brincando com minha primeira cachorra. Hoje ela está no céu, fazendo companhia ao meu avô. Estou agora em alguma praia, sentada na areia, olhando o mar. Sentindo a brisa nos meus cabelos. Me sentindo feliz. Não consigo entender qual é a ligação que existe entre todos esses pensamentos, como uma lembrança acaba puxando outra. O que é que liga essa praia com a cama do meu namorado? Mas antes que eu consiga pensar muito sobre isso já estou distraída em outra lembrança, em outro tempo e espaço, bem longe daqui.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Penso em você todas as horas do dia



Penso em você todas as horas do dia.

Sonho contigo cada vez que fecho os olhos.
Te procuro em toda parte
e te encontro em cada detalhe.
Cheguei a pensar que havia te perdido,
e quando mais precisei,
você apareceu nas coisas mais simples
me lembrando que nunca foi embora
e que segue comigo.

Penso em você acordada e sinto sua falta até dormindo.
E mesmo que eu já não lembre o som da sua voz,
você fala comigo a cada instante
e ainda me faz sorrir,
porque mesmo longe estamos conectados.

Você está comigo e de longe me diz sorria
e sorrio por você
porque sei que você me vê
e que você se sentiria feliz.

É difícil estar de pé com tantos golpes que a vida dá
mas a lembrança do seu amor me dá força
para enfrentar a vida e sorrir entre lágrimas

mais uma vez.

Este é um poema de Dulce Maria retirado do livro Dulce Amargo (de onde eu tirei todas as ilustrações do layout do blog). Perdoem a tradução horrível, porque o poema original é em espanhol e fui eu que traduzi agora, por isso não ficou tão bom. Para quem entende espanhol vale a pena ler o original, é bem mais bonito:

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Meme: Skoob - Minha Estante Virtual

Fui indicada pela minha amiga Nayla do blog The Queen Land a participar deste meme que achei super legal onde falamos um pouco sobre nosso perfil no Skoob. Para quem ainda não conhece, o site (books de trás pra frente haha) é uma rede social para quem como eu é apaixonado por livros. Lá nós podemos ver os lançamentos, marcar os livros que já lemos, os que queremos ler, ver resenhas e opiniões de outros leitores sobre o livro, fazer uma lista de presentes, uma meta anual... Para quem tem sempre 1001 coisas na cabeça como eu, esse site é ótimo para organizar melhor nossa vida literária.



1. Quantos livros você tem na aba LIDO no Skoob?
58 livros. Acho que já li mais que isso, mas foi impossível lembrar de todos quando fiz minha conta. De qualquer forma, é um número bastante baixo (pelo menos eu acho). Gostaria ter ter tempo para ler beeeem mais que isso.

2. Qual livro você está lendo?
Estou lendo quatro, nunca consigo ler apenas um.
Depois dos Quinze - Quando tudo começou a mudar: sim, o livro mais famoso da blogsfera. Ele é de contos e crônicas, e apesar de ser uma delícia e de leitura rápida eu estou demorando muito nele porque gosto de ler um texto por dia. Assim consigo refletir melhor o que aprendi com ele, o texto fica mais impregnado em mim desta maneira.
Gestalt-terapia explicada: Esse livro eu peguei na faculdade para apresentar um seminário sobre a gestalt terapia, mas acabei me interessando TANTO pela terapia que resolvi renovar o livro e tentar ler ele inteiro. Esse livro meio que me direcionou para qual abordagem profissional eu vou querer.
Esto Es Guestalt: Também é um livro sobre a gestalt terapia que eu peguei na biblioteca da faculdade para apresentar o seminário e decidi ler ele inteiro. A diferença é que este é em espanhol, e como eu amo espanhol e estou me apaixonando pela terapia não resisti e tive que pegá-lo pra ler também.
Morte Súbita: O novo livro da minha idolatrada J. K. Rowling. Ganhei ele de presente de amigo secreto no natal mas pro conta da faculdade só agora que entrei de férias foi que tive tempo de começar a ler ele.


3. Quantos livros você tem na aba VAI LER?
40 livros. Tento me controlar e não colocar muitos livros nesta aba, pois quando coloco me sinto no compromisso de ler este livro a todo custo, e não tenho muito tempo para ler todos os que tenho vontade. Então eu marco apenas os livros que eu REALMENTE pretendo ler um dia, e não todos aqueles que tenho vontade de ler.

4. Você está relendo algum livro? Qual é?
Nunca releio livros pois para isso teria que abicar de um tempo que não tenho. Prefiro gastar meu tempo lendo livros novos. Os únicos livros que eu li mais de uma vez foram O Pequeno Príncipe porque quando li a primeira vez era muito pequena e por isso não entendi muito bem e então reli várias vezes até entender, e Harry Potter que é minha maior paixão e eu vou continuar relendo para o resto da vida. Inclusive, vou ganhar de aniversário a coleção completa da saga com a capa branca, um luxo que meu namorado vai me dar, e ai vou reler todos. s2

5. Quantos livros você já abandonou? Quais são eles?
Foram 4. O primeiro foi Memórias Póstumas de Brás Cubas, ganhei esse livro em um sorteio no colégio e comecei a ler mas não tive paciência pra sair do terceiro capítulo. É muito chato, com uma linguagem difícil de compreender e me dá sono. Muito sono. Passei a ler páginas dele todas as vezes que estava com insônia, mas nem assim consegui, então finalmente decidi deixar pra lá.
Depois foi O Cidadão de Papel que meu professor de sociologia do ensino médio mandou ler. Achei a história muito interessante tinha outras coisas para estudar na época ai deixei pra ler depois. Comecei, li umas 15 páginas, mas fiquei muito ocupada e desisti de ler. Uma pena porque adoro sociologia e o assunto abordado nele.
Estrela para a vida inteira é um livro com poemas de Manoel Bandeira. Comecei a ler porque era o assunto de uma prova de literatura, mas ai a prova passou e eu só consegui ler metade, ai perdi a vontade de ler o resto e deixei pra lá.
Muitos podem querer me matar mas o último abandono que fiz foi Game of Thrones. Comecei a ler porque tenho dois amigos totalmente loucos pela história e que praticamente me obrigaram a ler, mas eu não consegui. É muito grande e muito cansativo e eu não gosto do enredo. Este estilo literário não combina comigo, então depois de muitas tentativas eu me rendi e devolvi o livro deles.

6. Quantas resenhas você tem cadastradas no Skoob?
Três. Dom Casmurro, Lua Azul e O Xangô de Baker Street. Não gosto muito de fazer resenhas no skoob, prefiro só comentar rapidinho o que achei do livro e pronto.

7. Quantos livros avaliados você tem na sua lista?
58 livros. Exatamente todos os que li foram avaliados, adoro dar a minha opinião sobre tudo.

8. Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns.
15 livros. Tento colocar lá apenas os que eu considero os melhores dos melhores dentre os que li. Lá estão todos os 7 livros da saga Harry Potter, os três livros da saga de Jogos Vorazes, todos os livros de li de Dan Brown e Agatha Christie, além de Marley & Eu que me fez chorar como nunca na vida (até hoje quando me lembro ainda choro) e o livro Dulce Amargo da minha ídola Dulce Maria, porque cada vez que pego nele meu coração acelera, é muito orgulho e muito amor concentrado naquelas páginas.



9. Quantos livros você tem na aba TENHO?
29 livros. Beeeeeeeeeeeeem pouquinhos, eu sei. Sou uma pessoa pobre e não tenho dinheiro para comprar livros. A maioria dos que leio ou pego emprestado com amigos ou baixo por e-book.

10. Quantos livros você tem nos DESEJADOS?
15 livros. Toda a saga de Harry Potter que eu ainda não tenho, além de outros que eu quero mais para colecionar do que para ler. Como disse não me importo de pegar o livro emprestado para ler, não faço questão de tê-lo, a não ser que seja um livro que eu realmente ame muito.

11. Quantos livros emprestados no momento? Quais?
7 livros. Senhora e A Moreninha que emprestei pra uma amiga minha que estuda letras e tava lendo uns livros do romantismo pra faculdade, Pollyanna Moça que emprestei pra uma criança que ia para o colégio na mesma condução que eu, mas ela se mudou e não me evolveu o livro a tempo, e nunca mais a vi para pedir de volta. 4 vidas de um cachorro que emprestei pra Renatha, Para Sempre que emprestei a Sheilla, Dulce Amargo que emprestei a Louise e Quem Me Roubou de Mim que emprestei a minha tia mas nem pedi de volta porque não faço questão, o livro é muito chato.

12. Você quer trocar algum livro? Quais são?
Tenho um monte de livros chatos da literatura clássica brasileira que eu ganhei da minha tia e nem li. Coloquei todos pra trocar, vai que alguém se interessa...

13. Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?
16 livros. Até agora só li 2 e estou lendo 4. Ano passado coloquei mais de 25 livros na meta e não consegui ler nem a metade, então por isso eu coloquei um número baixo esse ano para tentar acompanhar. Fiz uma estimativa de ler 1 livro por mês, e 2 nas férias, o que deu 16 livros. Espero conseguir ler mais.



14. Qual é o número do teu paginômetro?
15.988

15. Qual o link do teu perfil no Skoob?

Não vou indicar ninguém para fazer o meme porque não sei quais blogueiras têm skoob. Mas se você tiver então sinta-se a vontade para fazer também.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

The only excepcion





Aquele era um típico dia onde ela acordou com o pé esquerdo. Desde a noite anterior ela já havia ficado chateada com uma conversa séria que teve com sua mãe, a respeito de seu futuro. Mas depois de escutar muita música da playlist “relaxar” ela prometeu a si mesma não se estressar com aquilo. E então, pela manhã ela foi para a faculdade e logo na primeira aula recebeu uma notícia horrível que veio junto com a decepção de uma amizade que, apesar de estar só iniciando, ela acreditava ser verdadeira. Tudo isso juntou com a saudade que ela sentia do namorado – fazia quase um mês que não se viam – e com a TPM pós menstrual – porque como se já não bastasse uma antes do ciclo, ela também tem uma depois dele – e fez com que aquela pobre garota perdesse o equilíbrio emocional.

Passou a aula de filosofia inteira ouvindo a playlist triste do seu celular e rabiscando coisas na folha de trás do caderno. Assim que a aula acabou ela deu uma fugida dos seus “amigos” e logo procurou um lugarzinho vazio aonde pudesse chorar. E lá se sentou, chorou e até ligou para aquela sua amiga do ensino médio para dizer o quanto sentia saudade dela. Depois disso ela recebeu uma ligação do namorado. Parece até que ele adivinha todas as vezes que ela está precisando de alguém, pois sempre aparece justamente nessas horas.

E ela contou tudo a ele, e chorou mais uma vez. E ele tentou confortá-la, mas não funcionou muito. Acontece que quando ela está neste estado desequilibrado não há nada que possa alegrá-la, tudo o que ela quer fazer é apenas chorar até a dor passar. E então ele começou a contar piadas na tentativa de animá-la, mas ela simplesmente odiou isso. Foi muito grossa mandando ele parar, e ele, claro, não gostou do tom de voz com que ela reclamou à ajuda que ele estava tentando dar. E eles discutiram, mesmo aquele sendo o aniversário de dez meses de namoro deles. E ela chorou mais ainda. Tudo o que ela menos queria naquele momento era discutir com ele para aumentar mais ainda os seus problemas.

E foi isso o que ela disse a ele, pedindo para desligar o telefone e resolverem isso depois. Ele concordou após soltar algumas ironias, seguidas por ironias dela também. Às vezes um “vai tomar no cu” dói menos que certas ironias. Assim que desligaram ela colocou novamente seus fones de ouvido e voltou para sua playlist de músicas tristes. Depois de três músicas começou a tocar The Only Excepcion. Sim, aquela música de Paramore que sempre significou tanta coisa pra ela. E apesar de não entender inglês muito bem ela sabia de cor a tradução daquela música. Depois de cantarolar algumas frases segurando as lágrimas, a música foi interrompida. Bem na hora que ia começar o refrão.

Era ele ligando. Cinco minutos depois de eles discutirem ele estava ligando de novo. Ela atendeu achando que iria ouvir mais ironias, entretanto ouviu um silêncio por dois segundos. Quando ela cansou-se de esperar arriscou dizer um “Alô” que foi seguido imediatamente pela voz dele.

- Te amo!

Sua voz estava exausta, com um “cansei de brigar” subentendido. Parecendo cena de filme ou não, nesse exato momento ela abriu um sorriso enorme e uma lágrima escapou-lhe dos olhos. Ela conseguia ouvir o refrão da música continuar a tocar em sua mente enquanto ela pensava “É, realmente, ele é a única exceção”. E mesmo os dois sabendo que a errada na história era ela, ele começou a pedir desculpas pela discussão e falou que não adianta, pois nem quando ele quer sentir raiva dela consegue.

Tudo isso a levou a refletir sobre a pessoa maravilhosa que ela tinha ao seu lado. Quantos homens nesse mundo conseguem engolir o orgulho – mesmo sabendo que estão certos – e ir pedir desculpas? Podia até existir mais algum assim, mas ele era o único que conseguia entendê-la. Ele era capaz de amá-la daquele jeitinho complicado, amar cada ponto crítico de sua personalidade que os outros costumam odiar. Ele era capaz de amá-la por inteiro. E ela sabia que também amava cada célula daquele corpo que ela tanto sentia saudades de abraçar. E no fim tudo terminou bem, e o estresse com os problemas acabaram transformando-se em apenas mais saudades – e ansiedade, pois em uma semana eles iriam finalmente se reencontrar.

sábado, 13 de abril de 2013

Diário #27


Quantas saudades daqui e de vocês! Estive ausente porque estou vivenciando o famoso final do período. Milhões de provas e trabalhos e seminários para dar conta, tudo muito em cima um do outro. Quarta-feira eu entro de férias e ai estarei por aqui com bem mais frequência. Tenho um monte de texto escrito pra postar já, vários planos pra o blog (inclusive um layout novo porque já enjoei desse).

Mas enquanto quarta feira não chega e nada disso acontece, deixem-me atualizar um pouco da minha vida por aqui. O período está acabando, e está batendo aquela tristeza de perceber que não verei mais os professores dessas cadeiras, os monitores... Passei esses seis meses rezando para que tudo terminasse logo e eu entrasse de férias, mas agora que está terminando eu estou triste. Me apeguei de mais a algumas pessoas, por exemplo a professora de neuroanatomia, que virou uma amiga! Ela é fã de RBD, acreditam? E chorou horrores no último dia de aula (foto) porque disse que nossa turma marcou muito ela e ela não queria nos dizer adeus. Como explicar que ela também me marcou? Aprendi tantas coisas com ela, seis meses é tão pouco! Precisávamos conviver por mais tempo.

Mas a faculdade é assim. Os vínculos que você forma só duram seis meses. E em maio começa um novo período, onde vou me apegar a novos professores, novos monitores, conhecer alunos novos... e já sei que no final estarei triste por ter que deixar todos de novo. Acho que nunca vou me acostumar com isso. Gosto quando as pessoas permanecem na minha vida.

Ah, quero compartilhar com vocês também a felicidade que estou pelas minhas notas. Até o momento não tirei nenhuma abaixo da média, e isso é muito feliz! Eu adoro tirar notas altas, no colégio meu boletim era recheado de 9 e 10, mas eu tinha consciência de que na faculdade seria diferente. Prometi a mim mesma me esforçar para pelo menos não reprovar em nenhuma cadeira, e consegui :) A maioria das notas foram bem em cima da média, tirei 10 em apenas uma cadeira (filosofia, e não conta muito porque o professor ajudou bastante passando um monte de trabalho e também o monitor mais legal do mundo me deu todas as respostas da prova e salvou meu seminário), mas já estou imensamente satisfeita com isso.

Outra novidade é que agora eu estou morando sozinha. De verdade dessa vez. Comentei aqui que estava morando na casa da minha avó, mas agora meus pais alugaram um apartamento para eu morar aqui em Recife. Estou dividindo-o com meu irmão, e estou adorando a experiência. De verdade. Morar sozinha era um grande sonho meu. Ter meu próprio apartamento e tudo o mais. Finalmente está se realizando. Assim que entrar de férias eu vou começar a decorar meu quarto, vou tentar deixar ele à minha cara sem gastar muito, e ai eu fotografo tudo e posto aqui para vocês verem. Se quiserem fotos do apartamento todo é só pedir, mas aviso logo que ele não tem nada de mais, é um apartamento normal, e inclusive está faltando alguns móveis ainda. A única coisa realmente interessante dele será o meu quarto.

Bom, é isso, depois venho com mais novidades por aqui. Quarta feira volto a postar com mais frequência. Espero que vocês não me abandonem. E desculpem, de verdade, pela loucura que minha vida fica quando eu tenho provas. Beijos e até o próximo post.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Hace un instante




"Al perderme en tu mirada algo sucedió
Milagrosamente el alba
Comenzó a llenarse de color
Mientras la luna se iva escondiendo

Una luz revoloteaba encima de tu piel
Y desnudos desde el alma
Vimos juntos el amanecer

(...)

Con un beso reinventaste todo mi interior
Ya no fuimos los de antes
Cuando comenzó a salir el sol

No hacía falta ni una palabra"

Hace Un Instante - RBD

terça-feira, 19 de março de 2013

Primeiro dezenove


Há um ano atrás estava eu indo para aquela festa chata, com bandas que eu não gostava, com um aglomerado que tornava quase impossível se mexer, com gente soprando fumaça de cigarro na minha cara e me dando banho de cerveja. Não gosto desse tipo de festa. Mas mesmo assim eu estava indo para aquela com um sorriso no rosto, e lá no fundo eu tinha a sensação de que algo ia acontecer entre eu e você. Talvez eu não soubesse que esse algo mudaria minha vida, meus dias, minha rotina, mas eu já sabia que aquela não seria uma simples festa em que eu ficaria com sono depois das duas da manhã. E realmente, não fiquei. Fomos, dançamos (ou pelo menos você tentou dançar), reclamamos juntos da fumaça do cigarro, e então você começou a passar mal. Culpa de todo aquele red bull que você tomou para tentar ficar um pouco mais animado para mim. Fomos então para a casa de uma amiga que ficava em frente a festa, e lá você se deitou no sofá e ficou esperando o mal estar ir embora. Todos resolveram voltar pra festa, mas eu quis ficar lá cuidando de você. Verdade seja dita, eu estava odiando a festa e não queria voltar. Odeio cheiro de cigarro, odeio aglomeração em festa e odiava aquela banda que tava tocando músicas que me ofendiam como mulher. Ficar lá com você parecia tão mais... interessante! Aos pouco você foi melhorando, e quando já estava se sentindo bem nós não quisemos voltar. Um ficou arrumando desculpa para o outro e no final resolvemos assistir um filme. Pegamos a coleção de DVDs da casa e tentamos escolher um. Só tentamos, porque não conseguimos entrar em um consenso. No final decidimos ficar assistindo ao filme que estava passando na televisão mesmo, mas é óbvio que nenhum dos dois assistiu de verdade. Ambos estávamos apreensivos e pensando em uma maneira de puxar conversa com o outro. Meu coração batia mais forte, e eu acho que o seu também. Depois de algum tempo, não lembro pela iniciativa de quem, finalmente começamos a conversar. Não lembro sobre qual o assunto, mas tenho certeza que era algo muito idiota. Eu só consigo falar idiotices nesses momentos. Mas, por sorte, não demorou muito para você me fazer calar a boca. Da melhor maneira possível. O batom vermelho foi transferido dos meus lábios para todo o redor da sua boca. Era uma sensação de primeiro beijo tão estranha que chegava a ser engraçada, e nos fazia ficar lá rindo sem motivos. Acho engraçado como essas coisas acontecem. Como o destino tinha algo tão especial reservado para nós. Desde o primeiro beijo eu já sabia que aquela não seria uma simples ficada. Que você não seria um menino que eu beijei numa festa e nunca mais falei. Eu sabia que ia sair algo mais dali, e quase um mês depois você me revelou que, lá no fundo, também sabia da mesma coisa naquele momento. A festa terminou e você foi me levar na casa de uma amiga aonde eu ia dormir. O sol já havia nascido, e nós fomos caminhando de mãos dadas por todo o caminho enquanto ouvíamos as pessoas soltarem piadinhas por estarmos juntos. Quando chegamos na porta da casa meu coração se apertou. Eu não queria me despedir, não queria te dizer tchau. Mas precisava. Demos um último beijo de despedida e então você falou no meu ouvido.
― Me passa seu telefone por facebook? Se você quiser, é claro.
― Eu quero.
Demorou três dias para você me ligar, pois não queria parecer desesperado. E desde então não houve um único dia se quer em que não nos falamos por telefone. E as coisas caminharam de um jeito tão natural e tão bonito que eu quase não percebi este ano se passar. Acordar hoje e pensar que faz um ano que você entrou na minha vida fez meu sorriso abrir de uma maneira diferente hoje. Espero, do fundo do meu coração, que tenhamos muitos outros dezenoves de março para comemorar daqui pra frente. Porque afinal, o ouro do Brasil está na Inglaterra e existem pessoas físicas e pessoas jurídicas, não pessoas virtuais.
E eu acredito que não preciso encerrar este texto com um "eu te amo" e um coração ao invés do ponto final, pois foi isso que eu escrevi em todo o texto. E não foi nem pelas entrelinhas, está impregnado no texto de forma muito explícita. Todas as palavras que digitei aqui podem condensar-se em uma única mensagem, formando essas três palavrinhas que todas as noites eu escuto você me dizer ao telefone antes de eu adormecer.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Chegou a hora de partir


Quando nos conhecemos, há cinco meses atrás, eu sabia que este dia chegaria. Assim que percebi que havia possibilidades de eu me apaixonar por ele, eu pensei "não seja idiota, não se apaixone, você sabe que vai embora". O problema foi que meu coração não quis ouvir minha cabeça. Sim, eu sabia que iria embora, e mesmo assim resolvi entregar-me a esta paixão. Que mal teria, apenas mais um romance? O problema maior chegou quando a paixão tornou-se amor, e eu acabei descobrindo que ele é o homem da minha vida. E a reciprocidade me deixava com ainda mais certeza de que sim, eu havia encontrado a pessoa certa. A pessoa com quem eu poderia passar o resto de minha vida.

Por efêmeros momentos eu esqueci que proximamente teria que partir, e apenas me entreguei. Me entreguei ao momento, me entreguei a ele, me entreguei ao nosso amor. Vivi os momentos mais lindos e emocionantes da minha vida, e a cada dia eu tinha cada vez mais e mais certeza de que ele estaria ao meu lado para sempre. Até que, de repente, sem aviso nenhum, meu mundo desaba.

Bruscamente chega a notícia de que o dia de minha partida foi marcado. Apesar de eu já saber desde o início que este dia chegaria, a notícia pegou-me totalmente desprevenida. Senti meu coração apertar. E depois parar de bater. E depois voltar a bater. E então ele apertou mais ainda. Olhei fixamente aquelas palavras que anunciavam em apenas dois meses eu iria embora.

Dois meses! Parece muita coisa, mas para quem esperava passar toda a eternidade ao lado de alguém... dois meses é desesperante. E foi assim que eu me senti, desesperada. Fiquei perdida, sem saber o que devo fazer, ou o que quero fazer. Tantas coisas que ainda quero fazer, e tão pouco tempo para realizá-las! E então minha mente começou a vagar pelo futuro, e imaginar como ele será. "Talvez eu ainda o veja", "Será que eu poderei vir visitá-lo uma vez por mês?", "Como vou aguentar viver sem ele?", "Será que a distância o fará me esquecer?"...
Tantas dúvidas a respeito de um futuro incerto, que acabam transformando o presente em um pesadelo. Senti todos os meus maiores sonhos serem destruídos em um estalar de dedos. E a grande ironia é que se eu já sabia que eles seriam destruídos, porque me dei a liberdade de sonhar? O medo começou a dominar o meu corpo - e talvez até a minha alma - e me deixou fraca. Insegura. Perdida. Até que, entre lágrimas, escuto a voz grossa que tem o poder de me acalmar instantaneamente.

- Nada disso importa! Nosso amor é verdadeiro, e por isso ele irá superar a distância, o tempo e todos os outros obstáculos que aparecerem.
- Promete que isso não vai mudar a gente? Mudar nosso relacionamento? - Pergunto enxugando minhas lágrimas.
- Não é necessário, pois já prometi que te amaria para sempre, que casaria com você e viveria o resto da minha vida ao seu lado. E eu não quebro promessas.

Então foi decidido. Namoro à distância. Telefone, internet, viagens mensais. Precisaremos de muito dinheiro, muita paciência, muita confiança, muita força de vontade... e muito amor. Não sei se conseguiremos manter nossa promessa de ficarmos juntos pelo resto de nossas vidas - afinal, o futuro só pertence a Deus - mas eu apostaria todas as minhas cartas que sim, nós temos uma boa chance. Ou ao menos, eu quero que tenhamos uma chance. E isso por si só já é o suficiente para fazer as coisas funcionarem.


PS: Esse texto foi escrito em setembro de 2012 mas só agora resolvi publicar aqui.

terça-feira, 5 de março de 2013

Psicologia: Inato x Adquirido

Perdão a ausência, leitoras queridas, estou em semana de provas na faculdade, está uma loucura. Mas enfim, vou postar o primeiro post dos que eu espero serem muitos aqui nessa nova categoria do blog, sobre psicologia. Aviso logo que não são artigos científicos, nem um texto do tipo que você procura no google pra fazer um trabalho. É mai um texto à critério de curiosidade, para mostrar para vocês coisas que eu estou estudando e acho interessante.


Você já parou para se perguntar se você já nasceu com essa sua personalidade, ou se ela foi moldada de acordo com o meio em que você vive? Pois é, esta é a grande questão do Inato e Adquirido que a psicologia tanto aborda. E quanto digo tanto, é TANTO mesmo. Estou no primeiro período e já tive que ler vários textos sobre o assunto e participei de vários debates também, pois são várias cadeiras que envolvem essa temática.

Bom, inicialmente eu acreditava que a personalidade era adquirida. Que durante nossa vida nós íamos moldando ela de acordo com a cultura à qual estamos inseridos, à religião, à família, aos amigos... Só que em 2011 quando eu estava estudando para o vestibular descobri que nas pessoas existem vários traços de personalidade que são transmitidos geneticamente. Se você é tímido, agitado, nervoso, neurótico, depressivo... tudo isso já vem definido no seu DNA desde o momento em que você é concebido. E vai mais além... os nossos genes nos dão predisposição para uma série de coisas, como doenças (câncer por exemplo), alcoolismo, tabagismo, uso de drogas e outros vícios. Meu professor de biologia havia me dito que até os psicopatas tem essa "maldade" originada de seu DNA.

Mas então, quando cheguei na faculdade descobri que a questão vai mais além do que eu poderia imaginar. Acreditam que cada mínimo detalhe da personalidade humana possui base genética? Minha organização, minha maneira de lidar com relacionamentos, meu gosto musical, minha devoção religiosa, minha leitura, meu desempenho nos esportes, tudo! Segundo estudos, até mesmo tendências ao suicídio são inatas.

E o que eu achei mais interessante foram os estudos para comprovar esta teoria, realizado com gêmeos idênticos. Eles são as pessoas mais parecidas que poderemos encontrar no mundo. Além da fisionomia igual eles dividem também sua carga genética. E como o DNA deles é igual, os gêmeos idênticos são praticamente clones feitos pela natureza. E além de tudo isso, eles ainda estão inseridos no mesmo ambiente, no mesmo contexto cultural. Recebem a mesma educação dos pais, normalmente frequentam o mesmo grupo de pessoas, possuem a mesma religião... ou seja, basicamente suas personalidades são moldadas da mesma maneira, tanto do ponto de vista inato como do adquirido. Eles costumam apresentar os mesmos gostos e interesses, o mesmo humor, o mesmo grau de sociabilidade e a mesma instabilidade emocional.

Entretanto, o que me deixou mais intrigada nesse estudo são os diversos casos de gêmeos que cresceram separados. Alguns foram mandados para adoção ainda bebês e nem se quer sabiam da existência do irmão. Outros são criados até mesmo em países diferentes, com pessoas, culturas e religiões diferentes. E mesmo assim eles apresentam uma incrível semelhança em seus traços psicológicos. Costumam possuir o mesmo gosto musical, se vestirem de forma incrivelmente parecida, gostam de assistir ao mesmo tipo de programa na televisão, têm medo das mesmas coisas, muitas vezes têm até a mesma comida preferida. Escolhem até o mesmo nome para os seus cachorros! Sua maneira de se relacionar com as pessoas também é igual. Geralmente, se um se divorciar então o seu gêmeo idêntico tem chances 5 vezes maiores de se divorciar também. Segundo os estudos que foram feitos, os gêmeos separados acabaram fazendo o mesmo curso na faculdade, casando na mesma época (muitas vezes a diferença era de poucos dias!), tendo a mesma quantidade de filhos e até os mesmos problemas cardíacos derivados de seus hábitos de alimentação. Incrivelmente, os irmãos gêmeos que crescem separados são ainda mais parecidos do que os que crescem juntos. É como se, ao crescer ao lado do seu irmão gêmeo, a pessoa tentasse fazer de tudo para ser diferente dele. E quando crescem separados eles têm mais liberdade para serem eles mesmos, e por isso é que encontra-se tantas semelhanças em suas personalidades.

Outro estudo interessante para este tema foi feito com crianças adotadas. Vocês acham que elas são mais parecidas com seus pais adotados, ou com os biológicos que elas nem se quer chegaram a conhecer? Pois é, por incrível que pareça, é com os biológicos. Mesmo recebendo a educação dos pais adotivos, vivendo no mesmo estilo de vida deles, tendo a mesma base religiosa e etc, a criança desenvolve a personalidade bem mais parecida com a de seus pais biológicos. Portanto, se uma criança filha de pais violentos é adota por uma família extremamente calma, mesmo assim ela tente a desenvolver traços violentos em sua personalidade.

Vale ressaltar que eu não estou aqui dizendo que nossas experiências não contribuíram em nada para nos formar como pessoas. Elas contribuíram sim - e muito! Na verdade o sistema todo funciona como um revólver, onde o inato é a bala e o ambiente é o gatilho. Não adianta alguém tentar fazer você gostar de verduras, se você não tem a predisposição genética para isso, por mais que tente não irá conseguir. Porém, ter a predisposição genética também não indica um determinismo. Se você tem os genes da maldade, mas viver em um ambiente tranquilo, provavelmente não irá desenvolver a sua agressividade. Ou seja, não adianta ter a bala mas não puxar o gatilho, mas também não adianta puxar o gatilho quando não há nenhuma bala dentro do revólver. O inato e o adquirido precisam agir em conjunto para nos moldar, para formar a nossa personalidade.

Então, depois de ler tudo isso, você já parou para pensar na importância que isso tem? Em toda a complexidade da coisa? Você não gosta de rock porque um dia seu amigo te mostrou uma música legal. Você gosta de rock porque é o que o seu DNA disse que você iria gostar, mesmo antes de você nascer. E aquele seu vício no chocolate não é um efeito colateral da TPM, é também uma predisposição genética. E se você vê uma criança violenta, não pode culpar seus pais por isso. Ela simplesmente nasceu assim. E essa linha de raciocínio se estende, passando por muitos pontos interessantíssimos que conseguimos imaginar e fazendo com que percamos noites de sono pensando e pensando e pensando sobre o assunto. Pelo menos é o que aconteceu comigo desde o momento que eu fui apresentada à essa grande questão do inato e do adquirido. E você, o que pensa?